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COMO ERA A SUA VIDA ANTES DO CÍRCULO FEMININO?

Antes de eu participar do Círculo, eu tinha muita coisa caótica e desorganizada na minha vida.

Eu, na verdade, estava indo no piloto automático, sem saber exatamente para onde, por que, um pouco perdida de mim mesma.

Tinha muita coisa minha que eu não estava acessando mais, que eu não estava encontrando mais, eu não sabia nem por onde procurar.

E participar do Círculo e ter essa troca com outras mulheres e ter esse espaço para falar, esse espaço para pensar sobre mim mesma… eu acho que muito sobre pensar a minha história me ajudou a entender de onde eu vim, aonde eu quero chegar, em que momento do meu trajeto eu me perdi.

A diferença total de ter o Círculo na minha vida foi ter um fio condutor que eu mesma pude construir, ninguém precisou me dizer para onde ir. Foi eu pensar a respeito da minha existência que me fez me achar. 

COMO O CÍRCULO FEMININO IMPACTOU A SUA VIDA?

Tem muita coisa diferente na minha vida depois do Círculo.

A começar pelo meu silêncio, ele era muito intenso e fazia parte de mim simplesmente não entrar em conflitos porque eu não tinha mais força.

Eu não tinha mais vitalidade para atritar, para defender o que acreditava, para ir atrás do que eu queria, para expor o que eu pensava, porque, às vezes, a minha opinião gerava um certo tipo de conflito. Eu entrei num processo de ceder muito. E eu não estou mais disposta a ceder nada, se isso me faz mal.

Eu acho que a gente tem que saber o limite de ceder as coisas e quando isso é produtivo, quando isso é autodestrutivo.

Eu estava num processo de autodestruição.

A participação no Círculo mudou isso de forma muito intensa na minha vida. As pessoas a minha volta estão sentindo o peso disso porque muita gente se acostumou que eu fosse a pessoa que cede, mas eu não sou mais.

QUANDO VOCÊ PERCEBEU QUE PRECISAVA DO CÍRCULO FEMININO?

Na verdade, eu estava num processo visível de autodestruição.

Eu não sei exatamente em que momento eu vi que era o Círculo a minha resposta. O Círculo foi o lugar onde eu entrei, que eu sempre brinco com a Tais, entrei sem saber o porquê. Eu até hoje não sei como é que o Círculo entrou na minha vida e como é que eu entrei na vida do Círculo.

De repente, apareceu uma mensagem para mim numa rede social, eu resolvi ver do que se tratava, vim fazer uma demonstração, porque a proposta parecia interessante.

E quando eu fiz a primeira vez, foi uma emoção tão intensa. A troca com as outras mulheres foi um negócio tão ímpar, tão bonito. Eu tinha uma necessidade tão grande disso na minha vida… que eu decidi deixar isso entrar. E na hora que eu deixei entrar, só nesse primeiro, na primeira troca com as outras mulheres, eu enxerguei o quanto a minha falta de habilidade de dizer “não” ou o quanto o ceder ao que me fazia mal estava me destruindo.

E eu supus que, participar de um espaço desses, combinado com outras terapias que já vinha fazendo para autocura, seria parte dessa cura e seria parte da pessoa que eu quero voltar a ser. E realmente foi, foi muito importante.

A SUA PARTICIPAÇÃO IMPACTOU A VIDA DAS PESSOAS AO SEU REDOR?

Impactou bastante.

Eu senti muita mudança no comportamento da minha própria filha, porque ela mesma começou a ganhar uma força que ela não tinha, uma voz que ela queria ter, mas ela calava. Talvez porque o meu silêncio fosse grande, então ela compactuasse comigo em silêncio. Ela não aceita mais algumas coisas quieta, ela não se deixa mais conduzir se isso para ela não faz sentido. E ela questiona muito.

No meu relacionamento em casa, no primeiro momento, gerou muitos atritos, porque também é um processo, né, de a gente se achar. Então, eu era uma pessoa que cedia a tudo, no momento de transição eu virei uma pessoa que não cedia a nada e agora eu estou entrando num ponto de equilíbrio, que é de achar quando é a hora de ceder ou não. Eu estou construindo também a minha vivência dentro de casa.

E muitas amigas notaram claramente a minha transformação, estão querendo saber de onde que isso vem, de onde que eu estou tirando essas ideias, de onde eu estou tirando essa força. Estão reconhecendo que eu estou mudando e que isto está me fazendo muito bem, está me fazendo crescer.

VOCÊ LEVOU AS ATIVIDADES DO CÍRCULO FEMININO PARA A SUA VIDA?

Posso dizer que tudo que eu lembro de aula – sem olhar numa anotação -, eu consegui levar para casa sim.

Eu ainda não cheguei ao ponto de trabalhar com a entrega da lua [menstruação]. Acho que, talvez, seja ainda um tabu pessoal, mas eu estou muito disposta a resolver nessas férias, porque vou ter mais tempo para lidar com meu corpo, para pegar os objetos que eu preciso para fazer essa coleta.

Mas, em geral, está tão intenso. Este fim de semana mesmo já estou me organizando para montar um altarzinho ao lado de minha cama com coisas que me fazem bem, para trazer também um pouco desse ritualístico de forma mais física, sabe? Para ter aquele lembrete diário, que se um dia eu estou correndo e eu esqueço de fazer alguma coisa “espera, olha o seu altar, vai lá e pare, respire um pouco”.

Levei muita coisa! Até assunto de sexualidade mesmo. Às vezes, eu chegava em casa e minha filha queria entender como é que foi a aula. E aí como é que você passa isso para uma criança, né?! E eu queria dividir com ela, porque eu acho importante, é um mundo novo. Então, eu tentava transformar o que eu aprendi em uma linguagem que ela fosse capaz de entender. E ela foi ficando também muito interessada.

No primeiro momento, ela não entendia nada, ela achava tudo muito estranho, muito engraçado. E aí quando ela foi ver que isso tinha uma construção, um propósito, ela foi se animando.

Então, assim, foram quatro meses em que eu fui crescendo como pessoa e, de repente, eu me pego discutindo sobre chakras e Kundalini com a minha filha. Ela está entendendo do que ela está falando e ok, ela ainda não precisa trabalhar parte da sexualidade dela, mas ela já pode entender de onde a energia dela vem.

Então, tem sido muito isso, o ensinamento está presente tempo todo. Eu acho que eu não desperdicei nada do que eu aprendi no Círculo.

VOCÊ VAI CONTINUAR COM O CÍRCULO FEMININO?

Eu honestamente não pretendo parar o Círculo por aqui não, nem de longe pretendo tirar a Tais e as meninas da minha vida.

Eu acho que, como muitas meninas do Círculo, a gente criou uma intimidade muito grande e uma amizade real, a ponto de um dia eu me pegar com uma colega me dando satisfação que no dia da aula ela passou mal e teve que ir para o hospital, e assim… ela não ia faltar da aula, ela não precisava me explicar que ela teve um mal-estar. Mas a gente realmente tem uma amizade, a ponto de ela me ligar me dizendo que passou mal. Então começa daí de, no mínimo, as amizades que eu estou levando comigo para a vida.

A Tais foi uma estrutura incrível, uma pessoa extremamente receptiva. Então, sempre que eu tenho algum conflito, eu não tenho pudores de pedir ajuda, de perguntar e tirar dúvidas, até para coisas além do Círculo. Às vezes eu quero saber de ervas, eu quero saber da função de alguma coisa e a Tais está super disposta sempre a responder, ela está muito disponível.

É quase impossível pensar que o Círculo para por aqui, com tudo que ele fez na minha vida… é… olha só o choro é livre né? Com tudo que ele fez na minha vida, eu acho que seria quase um egoísmo eu não deixar esse Círculo entrar na minha vida de vez e ajudar isso a se repetir e se reproduzir pelo mundo. Eu acho que, no mínimo, as mulheres merecem pertencer a um espaço de acolhimento desse grau!

EM UMA FRASE, QUAL FOI A SUA TRANSFORMAÇÃO NO CÍRCULO FEMININO?

Uau, eu diria que participar do Círculo Feminino me reconstruiu e me trouxe de volta para mim.

EM UMA PALAVRA, TRAJETO É…  Luta.

EM UMA PALAVRA, SER PROVEDORA DA MÃE TERRA É… Essência.

EM UMA PALAVRA, PERSONALIDADE É… Construção.

EM UMA PALAVRA, AUTOCONHECIMENTO É… Sobrevivência.

EM UMA PALAVRA, FILHA É… Vida.

EM UMA PALAVRA, VOCÊ É… Reciclagem

EM UMA PALAVRA, NO CÍRCULO FEMININO É… Acolhimento.

COMO ERA A SUA VIDA ANTES DO CÍRCULO FEMININO?

Eu era muito agitada, eu não sabia chegar perto das pessoas por ter um gênio forte, por ser uma pessoa muito impossível, por ser verdadeira demais. E, em muitas vezes, o ‘ser verdadeira demais’ acabava machucando as pessoas e eu não me dava conta disso. Então, eu falava e estava tudo certo e para mim não fazia muita diferença.

E depois que eu entrei no Círculo, eu percebi o quanto que olhar para o outro é importante e o quanto que eu devo olhar para o outro de uma forma como se eu estivesse olhando para mim. Foi muito importante de uma forma geral na minha vida: alimentação, meu ciclo menstrual, meu bem-estar comigo mesma, sabe? Às vezes eu fico dando risada à toa e fico lembrando do Círculo, dos momentos, do depoimento de cada uma. E como que eu ia me identificando com um ponto e outro e como isso foi tendo um acréscimo na minha vida.

No começo, quando eu vim participar no início, eu achava que… nossa, era só mais um tratamento. E eu vi que não foi assim mais um. Foi assim: mais um que fez toda a diferença! Está fazendo diferença e eu sei que é um processo que eu vou levar para todo o sempre, que eu vou estar sempre pegando uma coisinha ou outra para acrescentar na minha vida de forma positiva. Então, eu sou muito grata por ter participado. Foi muito mais transformador do que eu achei que fosse. Eu fiquei muito mais surpresa, eu descobri muito mais coisas que eu achava que não existia, essa foi a parte mais legal.

Eu me conheci um pouco mais, eu fiquei “nossa… como eu sou… como que pode ser mais legal, como que está tudo bem, né”.

E o olhar [mudou], até mesmo com o tempo chuvoso eu falo “nossa, que dia lindo! ”.

Então, resumidamente o Círculo foi isso: hoje o meu dia mesmo sendo chuvoso fica lindo, porque eu sei que tudo é possível, e tudo está tudo bem, tudo é uma forma de construção.

COMO O CÍRCULO FEMININO IMPACTOU A SUA VIDA?

Nossa… o Círculo tem transformado até então. Ele chegou de fininho assim sabe, como quem não quer nada. E, de repente, fez um “boom” dentro de mim. O meu olhar para mim, o meu olhar com mulher, a minha importância de ser o que sou, a minha autoaceitação, do meu autoamor, do meu olhar para mim sabe… do meu olhar como uma rosa, algo delicado, algo angelical, sensível, doce, sereno.

O Círculo me trouxe essa base que eu havia esquecido. Eu acho que eu nem tinha ela em mente mais. Com tantos detalhes vivenciados no mundo, eu ia me atolando, me atolando… de culpa, de medo… O Círculo tirou, ajudou a tirar, a remover todas essas coisas que traziam toxinas e que me afundava cada vez mais, sabe? Eu me perdia cada vez mais, eu não sabia mais onde eu estava, o que eu estava fazendo, eu estava perdida, eu estava muito ansiosa, eu estava comendo muito doce, muito chocolate… muito, muito doce. E é bom comer chocolate sim, mas eu comia exageradamente. E tenho alergias e eu não conseguia controlar. Após o Círculo isso mudou na minha vida. Hoje estou com a alimentação muito mais equilibrada, muito mais saudável. Cortei doce. Meu ciclo menstrual – que eu tinha dores assim horrorosas -, eu desmaiava, eu vomitava… não tenho mais cólicas. O meu ciclo era completamente fora do eixo, nunca era uma data certa, então isso causava instabilidade emocional. E hoje não, meu ciclo está a normalzinho, hoje já não sinto mais cólica, hoje eu passo a minha fase menstrual com muito mais amor. Então, o Círculo me trouxe essa questão de me olhar com mais amor, com um olhar mais sereno, um olhar mais acolhedor. Transformou muito a minha vida, tanto a minha vida externa, o meu contato com outro, quanto a minha vida interna: o meu olhar para a Scarlet mesmo, como que eu me olho, como que eu me observo, como que me cuido. Tem feito sim muita diferença para mim.

 Acho que uma palavra que eu posso definir é gratidão. Detalhes tão simples que fizeram minha vida de uma forma maravilhosa.

A SUA PARTICIPAÇÃO IMPACTOU A VIDA DAS PESSOAS AO SEU REDOR?

Após dois meses e meio que eu comecei a fazer e comecei a falar “vou ver até onde vai dar, né”. E aí começaram: “ah, nossa, você está diferente”, “Ai, você está mais bonita”, “você está mais assim… o que você está fazendo? ”, “Você está comendo mais chocolate? ”. E eu respondia: “não, estou participando de um programa e tal…”e aí fui falando um pouco do Círculo, falando um pouco do trabalho que é feito aqui na quarta-feira, dizendo “ainda estou no começo, mas eu já estou vendo muitas mudanças”. E só de o outro perceber essa mudança em você, você já vê que está tendo algo intenso, né?

Várias pessoas na minha casa principalmente diziam “nossa, você está mais calma”, porque eu era muito estressada, estressada ao extremo. Então eu estou muito mais calma, muito mais serena, muito mais pacífica, eu estou menos brigona. Eu estou muito mais equilibrada, eu acredito que essa seja a palavra certa, estou mais equilibrada e as pessoas que estão mais próximas a mim perceberam esse equilíbrio. Eu já não estou mais ansiosa, eu já não estou mais comendo compulsivamente, embora seja magra. Mas é muita comida e hoje eu já não estou mais nesse processo devidamente aos benefícios que o Círculo trouxe para minha vida.

VOCÊ ACHA QUE A EXPERIÊNCIA EM GRUPO É MELHOR QUE A INDIVIDUAL?

Nossa, eu acho que faz toda diferença.

Quando eu cheguei aqui, eu vi pessoas de idades diferentes, pessoas mais vividas, mulheres casadas, solteiras, um pouco de cada. E ali eu fui pegando um pouquinho de todo mundo e fui em cada detalhe de uma e outra e assim foi se encaixando em mim. E aí “nossa, tem isso”, e “tem aquilo”. As experiências dessas mulheres que são mais velhas, mais vividas do que eu nossa… foi de extrema importância também, de autoajuda. Os depoimentos, as vivências, ouvir o outro lado né, sentir o outro lado da situação acrescenta super positivamente, de uma forma grandiosa e de uma forma transformadora. Vale muito a pena!

Uma das participantes do Círculo em um dos trabalhos né, ela virou para mim e falou que era para trocar o gesto agressivo e eu achei muito fofo, tanto que preguei o papelzinho na cabeceira da minha cama, que a primeira coisa que eu vejo quando eu acordo: “troque um gesto [agressivo] por um sorriso”. Acrescentou na minha vida de uma forma maravilhosa.

Faz muita diferença e as risadas, a conectividade, a sintonia também. É uma coisa muito positiva que agrega muito no desenvolvimento.

EM UMA PALAVRA, TRANSFORMAÇÃO É… Gratidão.

EM UMA PALAVRA, OLHAR PARA SI É… Uma viagem incrível.

EM UMA PALAVRA, DELICADEZA É… Essência.

EM UMA PALAVRA, SERENIDADE É… Plenitude.

EM UMA PALAVRA, VOCÊ É… Liberdade.

EM UMA PALAVRA, CÍRCULO FEMININO É… Restauração.

EM UMA PALAVRA, SER MULHER É… Magnífico.

COMO ERA A SUA VIDA ANTES DO CÍRCULO FEMININO?

Bem confusa. Eu estava no processo de me encontrar e saber quem sou. E eu tive a oportunidade de participar desses encontros toda quarta-feira COMIGO e aprender muito. Aprender a ter uma vida mais tranquila, sem muita cobrança, uma vida mais serena, mais participativa, compreender mais o outro e a conviver bem, muito melhor do que antes. Melhorei muito!

COMO O CÍRCULO FEMININO IMPACTOU A SUA VIDA?

Impactou que eu tive uma mudança que todos começaram a comentar. Apesar de eu achar que eu estava bem, que eu tinha uma alegria nas coisas, eu comecei a enxergar melhor através das pessoas, do meu comportamento, ser mais tranquila, melhor paciência, a saber ouvir mais, sabendo me posicionar em grupos. Então, eu comecei a ter uma desenvoltura melhor. Eu era permissiva em muitas coisas, e eu aprendi a ter cautela, a entender até aonde me fazia bem, o que me fazia bem, o que eu poderia permitir que dependia de mim e usar isso. Foi muito interessante essa descoberta.

COMO VOCÊ COLOCOU O CÍRCULO FEMININO NA SUA VIDA?

Eu tinha um grande problema com ansiedade. Eu tinha umas crises muito ruins e que eu associava à saúde, a algo patológico. E eu descobri que seria mais uma questão de exercício, de respiração, de eu ter um equilíbrio, de alimentação. Eu aprendi com o grupo muitas informações que eu não tinha, de como viver melhor… um exemplo, É a TPM, que é algo que me deixava muito ruim, em um estado emocional muito crítico. E eu aprendi a conviver com isso, conviver não, EU ME LIBERTEI disso e passei a ter uma saúde melhor, com todas as atividades. E reconhecer de onde vem, de todo o processo, de todo o estudo sobre o meu convívio familiar, do que seria bom para eu ter uma vida saudável, deixar muitos hábitos que estavam incorretos. E com os exercícios muito mais e isso me ajudou muito.

A SUA PARTICIPAÇÃO IMPACTOU A VIDA DAS PESSOAS A SEU REDOR?

Muito. É muito particular. A vinda de cada um [do grupo], você acaba observando e levando a informação, até participando [da vida de] outras pessoas, do que ela pode melhorar. Alguns exercícios eu consegui passar, isso foi muito bom e as pessoas tiveram interesse em se inscrever. Eu me senti muito feliz, muito diferente, eu tinha vergonha de algumas coisas e me libertou muito. O exemplo do nu, ou de me sentir não tão aquele padrão e isso me libertou, me libertou muito, tirou aqueles tabus que eu tinha de cúmulo da perfeição, de eu me encontrar mesmo e criou uma curiosidade [nas pessoas]. Eu deixei bem claro que é de cada um, cada um que participar vai ter uma experiência, um contato diferente, vai ser muito bom.

VOCÊ ACHA QUE A EXPERIÊNCIA EM GRUPO É MELHOR QUE A INDIVIDUAL?

Eu tinha um conhecimento de algo individual, de uma busca, um processo individual, e quando eu vi através da rede social, eu tive interesse de conhecer um pouco mais.

De imediato a Tais foi muito receptiva e o entusiasmo da voz, de me passar como seria o trabalho e que, claro, eu teria que participar para ter essa vivência e ela me passou um resumo e realmente foi o que aconteceu.

Da experiência em grupo, você tem muito conhecimento que as pessoas saem com uma experiência muito diferente e que eram trocas de informações. Exatamente o que ela me passou aconteceu.

A cada encontro era uma troca, ao mesmo tempo de conscientizar cada uma de que estava tudo bem, que poderia melhorar, de cada cuidado, de cada zelo. A parte de exercitar o ouvir o outro, entender, respeitar.

Então, isso é muito bom. Sendo feito em grupo e com diferentes idades, cada um passou por um processo, uma experiência e um amadurecimento e com muitas coisas em comum. Você acaba criando forças e uma apoia a outra.

Os resultados a cada encontro eram muito bons. Eu acredito muito que seja uma forma que as pessoas encontrem e se encontrem e possam melhorar. Você dividir experiências, você participar, você levar informação, isso com certeza agrega e foi muito positivo. Eu gostei e vou sentir muita falta do Círculo. É só cada um passando mesmo e participando para entender do que eu estou falando.

EM UMA FRASE, QUAL FOI A SUA TRANSFORMAÇÃO NO CÍRCULO FEMININO?

Eu aprendi a entender cada situação, me respeitar, saber lidar com o que eu poderia fazer para mim, para que eu viva melhor daqui por diante. Então, equilíbrio e amor, amor próprio, amor pelo outro para ajudar também a colaborar com as pessoas.

EM UMA PALAVRA, TRANSFORMAÇÃO É… Equilíbrio.

EM UMA PALAVRA, EQUILÍBRIO É… Evolução como pessoa.

EM UMA PALAVRA, SAÚDE É… Meditar.

EM UMA PALAVRA, VOCÊ É… Forte.

EM UMA PALAVRA, ENCONTRO É… Amor.

EM UMA PALAVRA, FAMÍLIA É… Importante.

EM UMA PALAVRA, MULHER É… Feminina.

A Camilla me procurou em um momento de sua vida com muitos questionamentos profundos. Estava muito sensível. Naquele momento, encaminhei-a para uma instituição com professionais especializados nos assuntos que ela mais tinha demandas pessoais para acompanhamento. Meses depois entrei em contato com ela para saber como ela estava e entendi que era o momento de fazermos um trabalho em conjunto. Ela fez o Programa 9 Passos individual comigo. No início só chorava, abatida, fragilizada, se sentia inferior a tudo e a todos. Vê-la superando cada um de seus desafios, confiar no processo, realizar sem resistências as tarefas de casa e chorar muito para lavar por dentro e por fora foi um aprendizado em diferentes níveis tanto para ela quanto para mim. Ela trouxe a questão do abuso sexual e no meio do processo resolveu mudar como atuava em sua vida e se abriu com sua mãe e avó em uma conversa íntima e amorosa onde muitas revelações de todas as partes foram feitas.

Cada conquista de seu próprio universo era comemorada por nós duas. Ao final, ela já descia a rampa de acesso a sala de atendimento toda dona de si, olhando para cima, conhecendo sua potência como ser humano e como mulher. Sem medo do futuro, mesmo ocorrendo uma demissão em massa em seu trabalho, ela já sabia o que queria, e em questão de semanas teria que escolher em qual lugar queria trabalhar, pois havia sido chamada por três hospitais diferentes. Ao final do processo, eu a convidei para participar do Programa em grupo, sabendo que apesar de ser a mesma metodologia, seria completamente diferente. Camilla mais uma vez disse sim, e participou dessa jornada se entregando com confiança e ao final ela veio me relatar tudo o que mudou em sua vida: ela estava sendo reconhecida e valorizada no seu próprio trabalho por pacientes e colegas, não se via mais inferior a ninguém, já estava buscando um lugar para morar sozinha e sair da casa da mãe de uma forma bem harmoniosa, estava feliz com o que via no espelho e satisfeita com o rumo que sua vida estava tomando.

Aqui vai seu testemunho sobre o trabalho:

COMO ERA A SUA VIDA ANTES DO CÍRCULO FEMININO?

Eu vou me chamar de ‘pessoa’. Era assim que eu me enxergava. Uma pessoa mais prostrada, fechada, que não tinha habilidade ou facilidade de exteriorizar o que pensa e o que sente. Então, vou dizer que depressiva, vou chamar assim, uma pessoa introspectiva e depressiva antes do Círculo.

COMO É A SUA VIDA DEPOIS DO CÍRCULO FEMININO?

Após o Círculo Feminino, hoje eu posso dizer que sou uma mulher mais corajosa, mais decidida, consigo me expor, consigo colocar para fora o que eu sinto e o que eu penso, consigo me relacionar melhor com as pessoas e até comigo mesma. Diria que hoje sou uma mulher melhor. Em transformação.

POR QUE VOCÊ SE CONSIDERA “EM TRANSFORMAÇÃO”? 

Em transformação eu digo porque eu acredito que na vida estamos em uma melhoria contínua. Hoje, depois do Círculo Feminino, eu consigo me enxergar, me entender, saber do que eu gosto, do que eu quero, do que eu preciso e entender quando passo por qualquer tipo de abuso, seja ele físico, psicológico… eu consigo entender, eu consigo me defender!

COMO O CÍRCULO FEMININO IMPACTOU SUA VIDA?

Participar do Círculo Feminino gerou um impacto muito positivo. Hoje eu consigo me enxergar como uma mulher em transformação para melhor, me sinto desabrochando, me sinto olhando mais para mim e vendo a minha beleza, que era uma coisa que eu não via. Estava sempre olhando para baixo, sempre me achando feia, sempre me achando abaixo das outras pessoas, em questão de estereótipo mesmo, por não me sentir dentro dos padrões que a sociedade impõe. E também de capacidade, de me sentir sempre menos capaz que as outras pessoas. Hoje eu consigo ter uma postura muito diferente. Tanto em casa, em família, quanto com os amigos e no ambiente de trabalho, de saber quem eu sou e dos meus potenciais. Então, isso mudou! Era algo que não havia. Hoje eu sinto, hoje eu sou uma pessoa, uma mulher completamente diferente.

OUTRAS PESSOAS PERCEBERAM A MUDANÇA EM VOCÊ?

Sim, depois do Círculo, em casa os familiares já me veem diferente. Os amigos falam ‘nossa você está mais bonita, alguma coisa aconteceu que você está mais bonita’, sem saber dizer o quê. E no ambiente de trabalho, a postura com relação aos colegas de trabalho mudou, então as pessoas observam e até fazem elogios, bastante elogios.

VOCÊ TEM ALGUMA HISTÓRIA DO PASSADO QUE TRABALHOU NO CÍRCULO FEMININO?

Eu trago um histórico de abuso sexual na infância. Eu me esqueci desse abuso por muitos anos na minha vida. Eu passei pelo abuso por volta dos 7, 8 anos de idade. E voltei a lembrar desse abuso sofrido com 28 anos. Por 20 anos esse fato em minha vida foi apagado. Eu consigo entender que o esquecimento fez parte como uma trava de segurança para esquecer tudo o que eu sofri, tudo o que eu passei. A minha postura foi sempre na defensiva diante da família, diante dos amigos, diante do trabalho. Fui sempre muito fechada com todos. Hoje eu me vejo espontânea, coisa que há muitos anos – durante grande parte de minha vida – eu não tinha essa espontaneidade de conseguir saber quem eu sou, do que eu gosto, do que eu não gosto, do quero e do que não eu não quero. E mais do que isso, de expor o que eu quero e o que eu não quero, o que eu gosto ou não, hoje em dia eu consigo expor e me impor, uma coisa que muitos anos de minha vida me foi tirado. E lembrar de tudo isso foi sofrido, mas foi preciso lembrar de toda essa dor para conseguir superar. Então, participar desse grupo me fez superar também as mágoas e as cicatrizes que ficam. Eu vou carregar essas cicatrizes. Mas eu consigo entender, por tudo que passei e consigo superar. Sou uma pessoa que superou essa mágoa do passado.

O QUE VOCÊ ACHA DESSA VIVÊNCIA ENTRE MULHERES DO CÍRCULO FEMININO?

Muito positiva, muito positiva. Grande parte dessas atividades tiveram um andamento positivo por conta da interação entre outras mulheres e também por entender que cada mulher que fazia parte daquele grupo trazia uma bagagem. De compreender a companheira do lado e de se ajudar e ajudar a outras a superar os obstáculos de cada atividade… então, muito positivo, muito positivo.

EM UMA FRASE, QUAL FOI A SUA TRANSFORMAÇÃO NO CÍRCULO FEMININO?

Uma mulher desabrochando, é assim que eu me sinto.

EM UMA PALAVRA, TRANSFORMAÇÃO É… Coragem.

EM UMA PALAVRA, DESAFIO É… Fé.

EM UMA PALAVRA, O PROGRAMA 9 PASSOS É… Transcendental. Foi transcendental.

Ana Claudia me conheceu em uma de minhas palestras. Uma mulher linda e tímida, com uma voz baixinha. Conversamos por telefone e ela me relatou sobre a sua dificuldade em ressurgir das cinzas como a Fênix após anos casada, com dois filhos, em uma situação que optou por não trabalhar e apenas cuidar da casa e da família, o que cá entre nós sabemos que dá um trabalhão.

O desafio dela era se fortalecer como mulher, acreditar em si e movimentar seu consultório de psicologia depois de anos vivendo experiências que não a colocavam para cima, seja com seu ex-marido, seja com sua mãe exigente, seja com namorados que não queriam compromisso. Ela dependia só dela para essa mudança. E aos pouco ela foi se soltando, rindo mais, ficando mais bonita ainda e o brilho no olhar voltou a aparecer. Se enturmou com as meninas do grupo, socializando com elas em bares da região.

Ela me relatou que começou a levar sua experiência no Círculo para seu consultório, levando seu novo olhar sobre a mulher e o corpo feminino e, assim, começou a ajudar mulheres que sofriam com a menstruação. A última vez que nos encontramos, ela estava feliz, cheia de projetos, as coisas dando certo aos pouquinhos.

Aqui foi criado um laço muito bonito, sendo concretizado pelo encaminhamento de uma participante do grupo para passar pelos cuidados dela como psicóloga no semestre seguinte de sua participação e juntas nós duas agora estávamos ajudando a cuidar da vida de uma outra mulher.

Aqui vai seu testemunho sobre o trabalho:

COMO ERA SUA VIDA ANTES DO CÍRCULO FEMININO?

Realmente é muita transformação. O medo era algo que dominava minha vida, a insegurança… já passei por períodos de depressão, já passei por trabalho de psicoterapia, foi muito bom. Mas com a Tais e com o Círculo Feminino é algo além, você pode entender toda sua trajetória como mulher, inclusive das gerações anteriores – mãe, avó. Isso influencia demais, esse medo que a gente tem… você vê que é por conta disso… colocam medo na gente. Passei por uma separação faz dois anos. Foi bem difícil. Tive que voltar ao mercado de trabalho. Eu estava fora.

Agora eu voltei com mais segurança. Já tenho minha própria sala hoje. Antes eu trabalhava para outras pessoas somente e sublocava e hoje já estou com minha própria sala. Estou planejando fazer um curso, já estão acontecendo reuniões, consegui uma sócia para isso. Muitas coisas aconteceram.

Na parte afetiva, tinha muita dependência do outro. Saí de um relacionamento de 23 anos. Tenho dois filhos adolescentes, um de 18 e um de 15. E é assim, eu praticamente me acomodei nessa situação de o outro decidir, do marido decidir. Quando eu me separei, a mesma coisa, já arrumei uma pessoa que namorei esperando que ele decida tudo. E a vida não é assim. Então, nesse sentido é muito bom.

COMO É A SUA VIDA DEPOIS DO CÍRCULO FEMININO?

O grupo é toda a diferença! Quando você percebe que as suas colegas, amigas do grupo viveram a mesma coisa que você viveu, de não poder se expressar, de não poder, de ter vergonha de ser você mesma. E ter consciência disso é libertador, libertador. Essas colegas também foram melhorando. Eu vi que elas tinham os mesmos medos, outras tinham tristeza, mas foram melhorando, ficando mais fortes. Acho que fica para toda vida, é uma coisa muito mais profunda.

E eu passo isso para as mulheres agora que vem fazer psicoterapia comigo. Para você ter uma ideia, eu sempre comento dessa minha paciente, ela é engenheira, ela tinha que viver nesse mundo masculino o tempo todo e acaba sim pegando um pouco do jeito mais masculino de ser e de resolver as coisas. Com esse trabalho que ela começou a fazer comigo, eu passei muita coisa do Círculo para ela. Ela hoje chega no consultório, ela vem com o esposo na Terapia da Casal. Ela é outra pessoa! Ela soltou o cabelo. Está mais feminina. Ela tinha dificuldades também com a endometriose. Hoje ela está bem melhor, ela está fazendo tratamento que eu indiquei. A endometriose está ligada ao emocional, a negar o feminino. E hoje eu entendi isso e pude passar a ela, fiquei muito, muito contente em ver a transformação dela.

O que eu vejo muito no consultório são mulheres com muita culpa. A culpa é o que domina. É o sentimento que mais engessa as mulheres, por conta dessa educação que nós tivemos muito forte. E me lembro de uma outra paciente que está vindo e ela já passou por dois casamentos e ela acha que tem algum problema… ela se pergunta “será que sou bipolar? ”. E aí ela está descobrindo que não, que ela é uma pessoa normal, que isso acontece. E ela está com muito menos culpa e mais feliz, e isso é muito bom.

Em relação a minha vida não vou dizer para você que 100% do medo sumiu. Hoje ainda tem vai uns 20 a 10% ainda tem. Mas é completamente diferente tomar decisões. Agora estou indo viajar, férias de julho com os meninos, e eu resolvi ir de carro para Santa Catarina. E eu fiquei naquela dúvida “Meu Deus, será que eu vou conseguir…”. “Não, espera, vou bem, já viajei bastante para Ubatuba de carro e é só um pouquinho mais longe”. Se fosse outra época, jamais iria. Medo, a família falando “nossa, mas isso daí é perigoso…”. E eu vejo assim, os homens são livres para fazer o que eles querem. O homem, desde pequeno, é incentivado a viajar, a trabalhar, a viver, a fazer o hobby que ele quer, tudo. E a mulher não, “isso é perigoso”, “isso não vai dar certo”, “você não pode…” Olha, é muito libertador. É muito libertador!

COMO O CÍRCULO FEMININO IMPACTOU SUA VIDA?

Eu diria que fica uma mudança dentro da gente que é uma força de acordar, fazer meu exercício, ir para o consultório, atender os pacientes, ou ter que escrever alguma coisa. E deixar aquele dia acontecer sem ter tanta preocupação. Voltar para casa, ver a família, saber que tudo vai dar certo. Que não é porque o filho saiu de um estágio, ele vai procurar outro, saber que ele vai conseguir. É diferente, é acreditar mais nas coisas. Esse é o dia a dia. Uma coisa que eu não fazia e com a Tais a gente desenvolveu muito esse lado de perceber as coisas que a gente faz sempre muito igual. Por exemplo, todo domingo você vai na casa da sogra almoçar, não é para parar de fazer isso, mas eu quero ir ao domingo andar de bicicleta no parque com meu filho e nunca vou. Então, comecei a fazer coisas que eu não fazia. Eu fui na casa de uma amiga que ficou viúva há pouco tempo. Levei uma sopa para ela, ela ficou super grata. Jamais faria, porque você fica sempre na mesma rotina casa-trabalho, casa-trabalho.

SE O CÍRCULO ESTÁ FAZENDO FALTA?

Ele incorporou, está aqui dentro.

OUTRAS PESSOAS PERCEBERAM A MUDANÇA EM VOCÊ?

O meu filho de 15 anos notou e falou “nossa, você está diferente, não te entendo”.

Os pais também percebem a diferença. Os amigos. Os pacientes eu acho que sim, não falam, não verbalizam, mas eu vejo o resultado deles. Parece que estão vindo mais pacientes. Eu acho que eu passo mais confiança agora. Está mais fácil, as coisas estão mais fáceis, está mais fácil de fechar alguns trabalhos novos, alguns pacientes. Vou te dizer que o que a gente traz no começo do Círculo, um pouco de medo, de tristeza que isso vem de nossas experiências, não some totalmente, fica um pouco, é natural. Mas você aprende a enfrentar melhor, aquilo já não pesa tanto, você vai para frente, consegue ver a vida mais como uma aventura.

VOCÊ LEVOU ALGO DO CÍRCULO FEMININO PARA SEU CONSULTÓRIO?

O Círculo desenvolveu na gente nesses cinco meses essa parte de acreditar na sua missão, no motivo que você veio viver, com sua família e seu trabalho. O Círculo faz você ver e se reconectar com essa missão. Fica mais fácil. Quando vou fazer a mediação, por exemplo, o casal já vem quase separando, é uma tentativa de entrar em um acordo para que eles não se separem e sigam casados. E ter essa visão de que a mulher foi muito desrespeitada, que a mulher foi muito deixada de lado. É muito mais fácil de poder pontuar, de poder ajudar. Às vezes, o próprio homem está vindo mais moderno, já aceitando mais essa mulher, mas muitas vezes ainda com o peso do machismo, então fica mais fácil até conversar com o homem, de fazer ele ver numa boa, sem agressividade, sem ele achar que está sendo atacado, muitas vezes não aceitam que se fale alguma coisa nesse sentido. O homem e a mulher vieram porque ele sufocava muito essa mulher e eles estão se separando, peguei um caso de mediação e ele tinha a esperança de reatar o relacionamento e não entendia porque ela quis se separar. Ela já estava ganhando bem, ele também. Ele acabou saindo do trabalho. Ela era obrigada a todo fim de semana a ir na casa dos pais dele em outra cidade, deixar tudo em ordem, fazer trabalho extra à noite, foi muito estressante. Ele não percebeu que ele estava sendo tão carrasco e ela tão submissa. Você vê como é forte essa coisa das mulheres serem muito submissas. E no Círculo você percebe que isso vem de geração para geração e você não tem consciência, você vive a sua vida, você pode ter classe social alta, baixa, você pode ter cores branco, negro, não importa, todo mundo não tem consciência. No Círculo você começa a ter essa consciência, das injustiças e de como as mulheres podem se desenvolver e podem ser um pássaro e voar.

AS DIFERENTES GERAÇÕES IMPACTAM NO RECONHECIMENTO DO FEMININO?

A gente no Círculo trabalhou a parte da mãe e da filha e todas nós (no grupo de 10 mulheres) tínhamos problemas com a mãe, aí cai aquela culpa de você achar que está toda errada. Isso é muito natural, porque essas mulheres que são nossas mães e nossas avós elas foram totalmente reprimidas, era só para ter filho, só para cuidar do marido e quando elas veem a nossa geração que já está trabalhando, que já está independente, que não é só agradar o marido e cuidar dos filhos, ela te vê como uma rival, não é por mal, ela te ama, mas pergunta “Como? Eu aprendi totalmente diferente, como você está fazendo isso? ”. E aí começam as brigas. Então eu vejo as pacientes e as minhas amigas todas com esse conflito com a mãe. No Círculo, você vê que você não precisa “bater de frente” mais, é aceitar como ela é, o que ela tem para te dar. E olha, melhorou muito minha relação com minha mãe, ela está também me respeitando mais. E assim, eu estou respeitando ela, de ver como ela é, o jeito como ela foi criada, filhos, marido, e ela não podia sair dessa rotina. E como eu saí, isso incomoda um pouco. Eu me separei. Com meus filhos tenho mais diálogo, mais liberdade de eles fazerem as escolhas, não é tão autoritário como era na época dela. De geração em geração dá uma mudança na família, eu acho.

EM UMA FRASE, QUAL FOI A SUA TRANSFORMAÇÃO NO CÍRCULO FEMININO?

Hoje eu posso viver a vida como uma aventura, sem ter medo.

EM UMA PALAVRA, MUDANÇA É… Uma satisfação.

EM UMA PALAVRA, AUTOCONHECIMENTO É… Botar a casa em ordem e deixar tudo no seu lugar.

EM UMA PALAVRA, FILHO É… Amor.

EM UMA PALAVRA, GERAÇÃO É… Sua grande raiz, a base sólida.

EM UMA PALAVRA, O PROGRAMA 9 PASSOS É… Libertador! ”

Em meus primeiros contatos com a Uiara ela só chorava. Tinha acabado um relacionamento com um namorado alcóolatra. Se sentia sozinha em São Paulo. Chorava ao falar da infância e do abuso sexual que sofreu de seu padrasto. Designer talentosíssima, de uma delicadeza incrível, ela começou a fazer as artes para o Círculo Feminino, o que funcionou para ela como um mergulho em seu próprio autoconhecimento como mulher.

Seu processo de florescimento foi lindo de ver. Começou com muita cautela por parte dela, afinal ela não sabia onde estava pisando. E assim que teve a confiança no grupo, se entregou. Mergulhou com afinco, fez as tarefas de casa e não faltava em nenhum encontro. Pediu ajuda pessoal e de forma particular todas as vezes que precisou fora do grupo.

Ela trouxe o assunto do abuso sexual ao grupo e se permitiu repassar a história de seu passado para superá-la. E ao final do Programa 9 Passos ela decidiu sozinha abrir a história completa, com todos os seus detalhes para sua mãe, pois já se sentia forte o bastante para isso. Nesse momento, ela recebeu todo o carinho e apoio da Camilla, que tinha passado por uma situação parecida e recentemente também tinha se aberto com sua mãe.

Ao final do Programa, ela já estava se relacionando amorosamente, negando o excesso de convites para sair com os amigos e escolhendo ir só no que ela realmente queria. Se tornou mais autônoma, forte, decidida. Inclusive, ao final do curso, ela decidiu tirar o DIU que usava e só causava transtornos e viver sua ciclicidade feminina.

Lembro-me que uma das tarefas da jornada foi bem transformadora para ela: a “sessão desapego” em que cada pessoa foi convidada a olhar para seu próprio lar e ver como ele refletia seu interior, o que tinha ali para ser desapegado, organizado, limpado, arrumado. Ela me contou que isso foi muito forte porque achou que estava tudo em ordem, mas ao final, ao abrir gavetas e armários, percebeu muita coisa que não faziam mais sentido guardar, coisas de ex-namorados e inclusive foto de seu padrasto. Ela me contou o quanto essa limpeza e renovação de energias fez um bem enorme em sua vida.

Aqui vai seu testemunho sobre o trabalho:

 

COMO ERA A SUA VIDA ANTES DO CÍRCULO FEMININO?

Primeiro, {o Círculo} me fez perceber que eu não tinha nenhum conhecimento de mim mesma. Quando eu estava mais expansiva, ou quando eu precisava, eu sentia que eu tinha que me recolher mais…, mas eu sentia que ao redor, tudo do externo vinha antes do que realmente me pertencia, do que realmente eu queria. Eu colocava o mundo, as atividades, tudo na frente das minhas reais necessidades. Em tudo, na minha vida pessoal, no meu trabalho. Na minha vida social com os meus amigos. Com a minha família. A necessidade do outro acabava sendo minha necessidade, às vezes sem precisar ser.

Eu me conheço mais, eu me entendo mais. Consigo ser mais verdadeira comigo e com o outro em tudo que eu vou fazer. Sei dos meus limites hoje em dia.

DO QUE VOCÊ SENTE FALTA DO CÍRCULO FEMININO?

Eu sinto falta do escrever e de puxar frases e ganchos que me faziam pensar no meu dia a dia e na minha vida como mulher, como eu lidava com minha família, com minha mãe. Então eu sinto falta da energia feminina de toda semana, de ouvir outras mulheres, de ver a dificuldade delas como uma dificuldade a minha também. Então, trocar experiência, ouvir uma outra mulher falando uma coisa que você também tem dúvida ou passou é enriquecedor!

OUTRAS PESSOAS PERCEBERAM A MUDANÇA EM VOCÊ?

No meu trabalho, eu estou mais ativa, eu estou mais feliz, eu estou mais feminina, estou falando das minhas reais necessidades e sem medo. Eu aprendi também a falar com o outro! Eu percebi que eu usava do que eu não queria, às vezes até sendo grossa sem perceber, como uma defesa. Usava os meus mecanismos de uma outra forma. Eu não era entendida. Acha que eu estava falando bem, mas não. Eu acho que o Círculo me ensinou até a me comunicar na minha vida pessoal, com as minhas amigas e no trabalho também. Eu acho que eu consigo me comunicar melhor na minha vida! Os meus amigos do trabalho perceberam, a minha chefe percebeu, minha mãe e eu não moro com a minha mãe (minha mãe mora em Recife e eu moro em São Paulo) e ela percebeu, porque eu comecei a dizer coisas positivas para ela. Fiz até perguntas que eram feitas no Círculo, queria fazer com que ela pensasse no universo. Eu mudei na minha vida afetiva também. Várias coisas que eu tinha medo de falar, hoje em dia eu não tenho, sou mais segura de tudo.

VOCÊ TEM ALGUMA HISTÓRIA DO PASSADO QUE TRABALHOU NO CÍRCULO FEMININO?

Eu entrei no Círculo sem entender muito o universo que iria ser tratado ali. Se era só sexualidade ou se era só uma reconexão com o feminino. E quando a gente tocou na parte do tema sexual foi algo que mexeu muito comigo emocionalmente. Me fez pensar, puxar coisas do passado que no início machucou, doeu, feriu muito e eu pude reconhecer que eu fui vítima de algo que aconteceu em minha vida que eu abri no Círculo e abro todo mundo. Hoje eu tenho muito orgulho da pessoa que eu sou. E eu acho que o Círculo foi uma ponte para tudo isso. Eu sofri abuso sexual na primeira infância, dos 3 aos 9 anos de idade do meu padrasto. Eu não imaginava o quanto esse abuso em minha infância mexia tanto na minha vida. Eu faço terapia há 3 anos. Demorei para falar na terapia que eu tinha sofrido abuso. E no Círculo isso rolou mais fácil. Eu conseguia falar disso mais fácil, me entreguei. Eu fiz: ‘eu vou tacar nessa ferida’, é o meu momento, é o meu espaço e eu vi como uma abertura para cura.

Quando tocou nesse assunto mexeu muito, mexeu com a minha sexualidade, com a minha vida social, eu me recolhi muito. Tive noites de insônia, de pensar, quis escrever mais, quis conversar mais com minha mãe, quis ouvir outras mulheres que também passaram por isso. Eu me vi em várias situações.

Eu acho que hoje em dia eu tenho amor-próprio, mas eu acho que antes do Círculo eu nem sabia o que era amor próprio! A gente sabe o que é, mas a gente não utiliza isso. Digamos que eu não utilizava no meu dia a dia, no meu trabalho, na minha vida afetiva. Como falei, o outro sempre estava em primeiro lugar. Eu me anulava para agradar o outro. Mas mexer no abuso sexual da infância foi uma coisa muito forte para mim. Parece que eu amadureci. Primeiro desci 20 andares, mas depois eu subi quarenta.

COMO O CÍRCULO FEMININO IMPACTOU A RELAÇÃO COM A SUA MÃE?

Eu entendo essa diferença da gente. A gente tem uma relação boa. No Círculo percebi o quanto minha mãe é controladora e eu acha que isso era normal. Eu não entendia que ela era controladora. Eu não entendia que tenho o meu espaço e ela tem o dela. Eu sou muito transparente. Minha mãe começou a me fazer muitas perguntas, porque ela percebeu que eu estava diferente, que eu estava com muitos questionamentos internos, inclusive com ela. Chegou um momento que eu falei com ela: “mãe, eu acho que o meu abuso na infância mexe muito na minha vida adulta”. Eu acho que eu não ando na vida, porque achava a palavra “injusto”. Eu dizia ‘eu acho que isso tudo foi muito injusto comigo na minha infância. Sempre jogava para o universo e ficava me perguntando ‘por que é que eu tive que passar por isso? ’. E daí vem vários questionamentos. Mas eu tive uma conversa muito linda com a minha mãe. Ela veio de Recife e a gente teve uma conversa maravilhosa, de amiga para amiga. Eu já estava super bem com esse assunto, já tinha chorado bastante, já tinha ficado noites sem dormir, já tinha me questionado bastante, quando foi o momento de a gente sentar e conversar sobre isso foi uma conversa muito leve. Eu fui vítima mesmo. Na minha vida eu me senti culpada. E hoje me vejo como vítima e não tenho raiva dele. Ele já morreu. Eu realmente acho que ele que precisava de uma ajuda psicológica. Eu não sou a única menina que passou por abuso com ele. Outras meninas da família também passaram. E eu comecei a ver “nossa, o problema nunca foi comigo”. O problema sempre foi com ele, eu fui vítima. E eu contei detalhes para minha mãe. Detalhes, detalhes, detalhes. Ela se assustou no começo, disse que não imaginava que isso acontecia. Eu falei para ela não se sentir culpada, falei que isso passou pela minha vida, mas eu estou maravilhosa hoje, eu me considero uma mulher realizada, feliz, plena. E eu acho que o Círculo, não, eu tenho certeza, que o Círculo foi uma ponte para a mulher que eu sou hoje. O passo a passo, a semana, ouvir outras mulheres, pegar aquela pergunta específica para mim, tentar responder verdadeiramente, com o coração, escrever e ler e ver que você passou por tudo aquilo e ver ‘já passei por tudo isso’, mas eu já reconheci e hoje em dia eu quero falar para todo mundo e ajudar várias mulheres.

O QUE VOCÊ ACHA DESSA VIVÊNCIA ENTRE MULHERES DO CÍRCULO FEMININO?

No Círculo, eu vivi uma experiência incrível de terapia. Eu acho que terapia em grupo mexe em um ponto específico. E quando você está ali, você se abre. Você precisa estar bem aberta para ouvir o outro também e eu ouvir de uma outra mulher. Eu fui muito aberta, eu vou mexer nisso e vou falar mesmo e eu falei do abuso no meu primeiro dia de Círculo. No começo, quando eu falava, só chorava, chorava, chorava, mas eu entendi que aquele momento era o momento de desabafo. Eu aproveitei a oportunidade total, quis me jogar mesmo. E a energia feminina faz isso, a energia do companheirismo, do olho no olho. Comecei a levar empatia na minha vida inteira com as mulheres. Eu me sinto uma mulher mais companheira. Eu adoro sentar com uma mulher que está com problema e ouvir, nem que eu não tenha nada para dizer, mas eu adoro ouvir as mulheres. Hoje em dia muito mais, eu já gostava, mas quando tenho alguma amiga minha ‘eu preciso conversar’, eu saio de onde eu estiver para ajudar uma amiga. O Círculo me ajudou e me deu ferramentas para que eu pudesse dar uma palavra legal, pudesse falar do próprio Círculo, do quanto o Círculo influenciou a minha vida. E eu acho que a energia feminina dá isso, do conforto, dá liberdade de ter aquele momento ali para falar, de se ver de igual para igual. Isso foi muito maravilhoso. Idades diferentes, mas a gente estava ali de igual para igual, eu via todo mundo desarmado de tudo, as mulheres desarmadas do mundo lá fora e armadas com tudo dentro de todo o universo feminino.

EM UMA FRASE, QUAL FOI A SUA TRANSFORMAÇÃO NO CÍRCULO FEMININO?

Transformação de dentro para fora.

EM UMA PALAVRA, AMIZADE É… Companheirismo.

EM UMA PALAVRA, DESAFIO É… Comprometimento.

EM UMA PALAVRA, MUDANÇA É… Amor próprio.

EM UMA PALAVRA, MÃE É… Mãe é luz.

EM UMA PALAVRA, CÍRCULO FEMININO É… já usei transformação, mas acho que eu vou continuar na transformação. Até quando eu me olho no espelho, eu vejo uma mulher diferente. Parece que eu sou outra pessoa! Eu acho que é transformação!

A Selma chegou a mim por indicação de meu marido. Ela se identificou muito com uma de minhas palestras. Selma inicialmente era tímida, tinha vários questionamentos em relação a seu corpo, sua mãe, seus relacionamentos. Ela precisava daquele espaço para se abrir e colocar para fora suas angústias, seus pensamentos e suas emoções. Aplicada, dedicada, fez também todas a tarefas de casa. Ao passar dos encontros, ela teve grandes revelações sobre sua vida.

Se no começo do Programa ela parecia um animalzinho ferido e amedrontado, ao final ela já estava se posicionando, dando grandes lições em todas nós com seus posicionamentos falados e escritos, em que nos mostrava um pensamento esclarecido, de uma mulher forte que resolveu sair do papel de vítima e agora está consciente de sua história e de tudo e todos a seu redor. Ela tem um poder de transformação interno de sua realidade muito grande.

Tem um episódio muito bonito. Ela conta que era muito pobre na infância e não tinha sapatos e tinha muita vergonha disso. Ao passar dos anos, com sucesso em diferentes áreas da vida, ela se tornou uma mulher independente e que em seu apartamento ela tem mais de cem pares de sapato. Não podemos menosprezar a dor de nenhum ser humano e o apego que ela criou por eles, como um símbolo de sua vitória, de seu bem-estar e de algo que ela olhasse e lhe transmitisse segurança com a ideia de “agora está tudo bem”. Vê-la se questionar sobre a necessidades desses pares de sapato e em desapegar de alguns foi uma verdadeira honra para todas nós que presenciamos o seu esforço de superação de uma etapa da vida que já não existe mais.

Aqui vai seu testemunho sobre o trabalho:

 

COMO ERA A SUA VIDA ANTES DO CÍRCULO FEMININO?

Eu acho que eu tinha muito medo do ridículo, de mostrar algumas coisas de meu interior. Acho que nesse local eu tive um acolhimento e pude conversar sobre vários assuntos que a gente, às vezes, não pode conversar no dia a dia com qualquer pessoa. Eu acho que melhorou muita minha autoestima com o grupo.

COMO É A SUA VIDA DEPOIS DO CÍRCULO FEMININO?

Eu acho que eu me criticava demais e vendo lá todas as situações, tivemos várias dinâmicas, eu aprendi a me aceitar melhor e ver que todo mundo tem suas qualidades, seus defeitos. Eu estava focando muito nas coisas ruins e eu passei a focar mais nas coisas boas. Nós tivemos alguns exercícios para falar sobre os defeitos e as qualidades. Nele eu comecei a ver melhor as minhas qualidades e comecei a trabalhar os meus defeitos, tentando melhorar como pessoa. Então, foi um enriquecimento tudo isso.

COMO O CÍRCULO FEMININO IMPACTOU SUA VIDA?

Eu passei a ter mais paciência com as pessoas, com as mulheres. Depois que a gente fez uma espécie de meditação da ancestralidade, eu comecei a entender um pouco mais a minha mãe, a minha avó, a minha bisavó e tudo o que elas passaram. E por que que a minha mãe nos educou de determinada forma. Porque antes eu ficava imaginando que ela deveria ter feito diferente, culpando-a por coisas da minha vida. Mas depois, com essa meditação, nós também fizemos uma árvore genealógica e eu conversei com minha mãe. Fiquei sabendo várias histórias de minhas antepassadas e eu vi que a minha mãe já fez muito diferente do que a mãe dela fez. Porque eu sempre sentia falta do carinho físico, ter um abraço. A minha mãe passava o amor de uma forma diferente, querendo ajudar, se preocupando, mas nunca teve contato físico. Então, eu sentia muita falta disso. Depois ela conversou comigo falando da mãe dela e da avó, nossa… ela já deu muito mais carinho que as outras. Isso já vem de muito tempo atrás. Então, eu puder perdoá-la e perceber que não é que ela não me ama e sim que é uma forma diferente da que eu gostaria, mas não deixa de ser amor. E também no trato com outras mulheres, poder entendê-las mais, que todas temos nossas inseguranças, nossos problemas, temos medo e não estamos sozinhas.

OUTRAS PESSOAS PERCEBERAM A MUDANÇA EM VOCÊ?

Sim, eu vejo que essa transformação acabou transformando um pouco também a minha mãe, a minha irmã. Porque quando a gente começa a agir diferente, o outro também começa a agir diferente com a gente. Eu vou lá, dou um abraço na minha mãe, coisa que não tenho o hábito. Ela tem modificado o padrão dela também. Outro dia que eu não a abracei, ela veio e me deu um abraço, uma coisa raríssima. Ela tem pedido desculpa, outra coisa que ela não tinha hábito. Não só perceberam, como também refletiu nas outras pessoas. E não só em relação às mulheres, mas até em relação a amigos, namorado, de ser mais compreensiva e não ser tão exigente, porque comecei a perceber que todo mundo tem um lado de luz e de sombra. E que a gente às vezes cobra de mais do outro e não está percebendo que a gente comete as mesmas coisas ou coisas parecidas. Então, acho que o que me ajudou bastante no curso também foi em relação a tolerância, ficar mais tolerante em relação aos outros e menos crítica em relação a mim. E as pessoas perceberam sim.

O QUE VOCÊ ACHA DESSA VIVÊMCIA ENTRE MULHERES DO CÍRCULO FEMININO?

O grupo foi muito intenso, principalmente na parte dos defeitos. Das qualidades foi muito gostoso, todo mundo se divertiu. Mas quando começamos a trabalhar essa parte dos defeitos algumas pessoas ficaram tristes. Mas aí foi se pensar o porquê daquilo. Quando a gente gosta de uma pessoa, a gente quer que ela melhore. Foi perguntado sobre os defeitos, não para fazer crítica e sim para ajudar. Isso ajudou muito a mim, porque uma coisa que foi vista no grupo, eu me vitimizava. Em vez de eu arcar com as consequências da minha vida, às vezes eu ficava pensando “foi por causa da minha criação que eu sou assim”, “aí, foi por causa do meu pai, da minha mãe, por causa de tudo”. A gente lá começou a assumir a nossa vida pelo autoconhecimento. Então ajudou muito no grupo essa interação entre todas as meninas, ouvir as histórias das outras e também perdoar. Perdoar nossas gerações e ver que gente tem alguns defeitos que vem lá de trás e que tem que ser curadas. Vem lá da avó, da bisavó. Foi tudo maravilhoso. Gostei muito de ter participado. Acho que o grupo evoluiu, todo mundo evolui. Para mim foi realmente muito bom.

EM UMA FRASE, QUAL FOI A SUA TRANSFORMAÇÃO NO CÍRCULO FEMININO?

Eu acredito em mim. Agora eu acredito muito mais em mim do que antes. Antes, talvez, eu talvez estivesse muito mais inseguro. Eu acho que posso, eu quero, eu consigo.

EM UMA PALAVRA, TRANSFORMAÇÃO É… Renascimento.

EM UMA PALAVRA, MUDANÇA É… Tudo.

EM UMA PALAVRA, ESCOLHA É… Pessoal.

EM UMA PALAVRA, MÃE É… Amor.

EM UMA PALAVRA, O CÍRCULO FEMININO É… Paz, paz no coração! ”

Conheci a Claudinha em um de meus processos de desenvolvimento pessoal. Fomos colegas em uma mesma turma. Tivemos uma grande identificação. Quando a convidei para participar do grupo ouvi várias argumentações: “não posso”, “sem condições”, “não sei se meu marido poderá ficar com minha filha, ele dá aulas à noite e o calendário só sai no meio do semestre”. Enfim, eu disse: vem, se não puder mesmo depois você sai, agora o que não tenho como permitir é você entrar no meio do programa, porque você não entenderá nada. Ela finalmente disse sim. Veio com a coluna travada mesmo. Claudinha tem muita consciência e percepção de sua humanidade e de seu universo, sensível e determinada, percebeu que somatizava em sua coluna vertebral (em sua estrutura de movimento e sustentação) as mudanças estruturais que passava em sua vida. E mesmo assim, mesmo travada, ela veio. Ela disse sim ao novo! Veio a todos os encontros, comprometida, disciplinada, participativa. Curtindo cada passo, cada descoberta, cada revelação e cada insight.

Lembro-me ao final do programa, de ela me contar a experiência linda que teve com o marido e a filha em relação ao exercício do desapego. Ao entrar com o marido e a filha no quarto da filha para desapegar de coisas que não faziam mais sentido, ela teve a seguinte revelação: muita coisa repetida, muita coisa não usada, muita coisa nova e guardada e, principalmente, a filha não queria mais o quarto temático da Minnie, a filha havia crescido e queria agora a temática de Paris. Ela não se identificava mais com a Minnie, ela queria estar conectada à cidade das luzes! E a filha pediu para ficar com o relógio despertador novo e nunca usado. No dia seguinte, pela primeira vez, ela despertou sozinha, se vestiu sozinha, fez seu café da manhã sozinha. Uma nova fase surgiu na vida da família e Claudinha pode perceber nitidamente essa mudança e respeitar essa mulherzinha mais independente surgindo. Como presente ela comprou para a filha as decorações de parede com os símbolos de Paris e juntas elas entraram nessa nova fase. Já o marido se livrou da esteira de caminhada encostada, levou super a sério o exercício do desapego e até propôs a ela de montar uma sala de atendimento para ela trabalhar na parte da casa que eles nunca usam mesmo!

Aqui vai seu testemunho sobre o trabalho:

 

COMO ERA A SUA VIDA ANTES DO CÍRCULO FEMININO?

A entrada para o Círculo Feminino já foi filme mexicano, porque a resistência já começou ali. Quando eu participei da palestra da Tais, do Círculo, eu entendi que era um processo muito interessante que tinha mistérios a serem desvendados. Mas tinha um percurso ali em que eu não me enxergava fazendo por várias questões. Quando a gente conversou e eu entendi como seria a jornada, com encontros semanais, eu falei “não sei como vai ser isso para mim, porque eu não na verdade eu não tenho certeza se eu consigo essa disponibilidade. Então, antes de começar o Círculo, eu acho que eu tinha o lado da resistência muito alto, de não me permitir mesmo. Acho que essa é a palavra. De não me permitir viver aquilo que eu poderia viver. E depois do Círculo, eu entendo que muitas coisas eu preciso efetivamente viver. E eu posso viver, eu posso me permitir viver. O antes e o depois se resume a uma palavra: permissão.

COMO ERA A SUA VIDA DEPOIS DO CÍRCULO FEMININO?

Eu acho que eu tive a oportunidade de entrar em quartos escuros da Claudia que eu não tive oportunidade antes. Hoje, depois do Círculo, eu me vejo mais integrada, eu me vejo mais enxergando esses lugares escuros que existem dentro de mim e vão existir sempre. Pelo menos é uma coisa que eu tenho entendido e trabalhei isso muito com os encontros na jornada que a gente fez. A gente trabalhou muito esse olhar de entender que existe a sombra e a luz, o yin e o yang. O que a gente precisa na verdade… ou melhor, o que eu preciso é aprender a viver esses dois lados e integrá-los. Depois do Círculo, eu estou muito mais desperta para esse lugar, para esse olhar.

COMO O CÍRCULO FEMININO IMPACTOU A SUA VIDA?

Vamos olhar sob duas perspectivas. Sob a perspectiva pessoal, Claudia, eu acho que mudou muito meu olhar em relação ao meu feminino, ao meu lado mulher, que era um que eu de certa forma até recusava, negava de enxergar. Viver o Círculo Feminino me trouxe consciência de que esse lado existe e que eu preciso olhar, que é um lado meu.

E por consequência, olhando para a outra face, o lado que eu estou dentro de uma família, dentro de um círculo de amigos, eu acho que me enxergando melhor e tendo essa oportunidade de me olhar como mulher eu também permito que outros me enxerguem desta forma. Acho que tudo se expandiu. Minha percepção do meu feminino se expandiu e a percepção de outras pessoas sobre o meu feminino também se expandiu.

O meu relacionamento com meu marido tem mudado diariamente. Acho que isso veio também depois do Círculo, porque tinha muita coisa que eu não olhava. Muita coisa desse lado feminino que eu não dava atenção, achava que era besteira, que não precisa olhar para isso. E tem a ver muito com os ciclos, com o Círculo Feminino, com o viver cada uma das etapas do ciclo. Entender quando estou mais aberta, menos aberta, mais criativa, menos criativa, mais introspectiva, menos introspectiva. Acho que todo esse movimento que o Círculo me trouxe, todo esse olhar tem alterado muito o meu movimento, meu movimento pessoal e meu movimento dentro dos grupos.

OUTRAS PESSOAS PERCEBERAM A MUDANÇA EM VOCÊ?

Eu acho que a mais direta foi de meu marido, porque nos primeiros meses o impacto foi muito grande. Foi meio “você está enlouquecendo, precisa ver porque alguma coisa está acontecendo, você está meio surtada. ” Nos primeiros meses que eu comecei a me observar, eu comecei a assustar com algumas coisas. Tinha certas coisas que eu mesma não sabia como lidar, quem dirá quem está do lado de fora! Com o passar das sessões e com os trabalhos que vão acontecendo, tanto lá nos encontros quanto fora dos encontros, porque tem todo o processo dos exercícios, de a gente viver aquilo que a gente vivenciou nos encontros. Com o passar disso, eu fui processando e as coisas foram acontecendo. Mas durante o processo, meu marido foi um [que notou a mudança]. E tiveram amigas também que falaram ‘nossa, Cláudia, tem coisas acontecendo aí que você precisa me contar… por que você está tão diferente? ’. Foram coisas que eu comecei a dar atenção, a questão do feminino que eu não me importava muito… Então se vou sair, sai do jeito que está e eu comecei a ter esse outro olhar. Isso também mudou. E a minha relação com a minha filha, que acho que é a [mudança] mais especial dentro de todo o contexto ‘Claudia Barros’. Eu acho que não é à toa que eu sou mãe de menina. Que é exatamente por esse processo, para eu poder enxergar esse outro lado. E viver o Círculo para mim veio em uma época muito boa, porque minha filha está saindo do primeiro setenio e entrando no segundo setenio. E eu acho que é esse momento que ela precisa realmente começar a enxergar o lado mulher. E eu não dava atenção a isso e não permitia que isso aparecesse. E hoje ela mesmo fala: ‘ah mamãe hoje você está bonita, você pôs…’ ela consegue ter esse outro olhar que antes eu também não tinha. Então, com ela principalmente foi o maior impacto para mim.

O QUE VOCÊ ACHA DESSA VIVÊNCIA ENTRE MULHERES DO CÍRCULO FEMININO?

Eu nunca tinha vivido uma experiência nesse sentido. Eu já participei de grupos, mas não grupos só de mulheres. Então, primeiro foi uma novidade e segundo foi uma surpresa por eu entender o quanto aquilo era importante para mim. Eu acho que sim, é muito importante! Principalmente porque eu acredito na máxima que ninguém é feliz sozinho, e nesse mundo louco que a gente vive com tantas questões… Eu falo muito do poder de nossas escolhas… com tantas opções para a gente escolher hoje e a gente viver um momento de muita angustia, porque quando temos muita opção temos muita angustia, porque temos que tomar uma decisão, que é fazer uma escolha, em detrimento de N outras. É quando você está em grupo que você consegue partilhar, consegue entender, e talvez a sua escolha seja só você que faz aquela escolha, mas quando você partilhar você consegue ver o outro lado da sua própria escolha. Para mim é sim importante estar em grupo e falando da questão do Círculo Feminino, eu acho que mais do que estar em grupo, é muito importante estar num grupo feminino e, de preferência, diverso, porque é esse lugar de ver os encontros e os desencontros. Eu me entendo com 44 anos e olho uma pessoa que faz um discurso quando ela tem 28 anos, eu consigo hoje ter uma ampliação daquela minha perspectiva. Então, quando você tem essa diversidade, eu acho que amplia ainda mais o potencial de você entender porque você está fazendo determinada escolha. Então para mim sim, é muito importante, sim vale a pena, e sim eu acho que deveria existir ou as pessoas deveriam ser permitir – eu sei que não é fácil, é fácil falar, mas difícil fazer – mas eu acho que todas as mulheres deveriam se permitir viver esse lugar, estar em um Círculo.

COMO VOCÊ VÊ A SUA VIDA DAQUI PARA FRENTE?

Eu fui gerente de projetos por muitos anos. E é interessante usar a palavra projetar quando a gente fala do ser humano. Porque à noite, quando geralmente eu tenho tempo para conversar com meu marido, todo dia é uma surpresa, porque todo dia é um relacionar diferente com a minha filha. Só que eu acho que hoje depois do Círculo eu consigo ter mais abertura para enxergar o feminino dela, para enxergar que ela tem fases também. Que ela é espelho de mim. Então, tem muitas coisas que me irrita nela, mas que na verdade não me irrita nela, me irrita em mim e eu estou vendo nela. Então, depois do Círculo eu consigo enxergar isso, enxergar que ela é uma mulher em potencial. E ela traz muito da minha parte, de minha geometria, do que eu sou. Então é difícil falar sobre projetar. Eu acho que depois do Círculo e do que eu vivi lá, com todas as partilhas que a gente teve. Entendendo os momentos de vida que cada uma das que estavam lá estavam vivendo: umas com filho, outras sem filho, uma separada, outra casada. Então, entendo todo esse movimento, o que eu posso te dizer é que hoje eu consigo olhar para ela [a filha]. E um olhar que eu consigo considerar que ela é um ser humano, uma mulher, e que ela vai ter as fases dela e que eu vou ter que saber entender, porque hoje eu consigo me olhar também assim. Tem dia que eu estou péssima e está tudo bem, porque eu acho que é tudo bem-estar nessa fase de não estar tão bem. É difícil projetar, eu não sei, mas eu estou muito aberta para viver o que vier.

EM UMA FRASE, COMO FOI A SUA PARTICIPAÇÃO NO CÍRCULO FEMININO?

Eu enxerguei a mulher que existe em mim.

EM UMA PALAVRA, MUDANÇA É… Abertura.

EM UMA PALAVRA, ESCOLHAS SÃO… Movimentos.

EM UMA PALAVRA, FILHA É… Amor.

EM UMA PALAVRA, VOCÊ É… Mulher.

EM UMA PALAVRA, O CÍRCULO FEMININO É… Expansão.

COMO ERA A SUA VIDA ANTES DO CÍRCULO FEMININO?

Participar do Círculo Feminino foi uma coisa que eu não esperava. Eu estava em um processo muito corrido, que eu não tinha nem um tempo para mim. E acho que o processo de entrar no Círculo Feminino foi olhar para mim, que é uma coisa que eu não estava fazendo.

E aí lidar com mulheres que olham para si, lidar com mulheres que estão nesse processo já há muito tempo, porque o processo de desconstrução, de ser feminista, desse processo de desconstrução, eu já estava caminhando. Mas eu não estava olhando para mim. Eu não estava dedicando um tempo da minha vida olhando para mim.

Foi acontecendo. No começo eu não estava dando conta, e aí eu comecei a entender que eu precisava ter esse tempo, porque o próprio processo do Círculo, os encontros… você tem que dar um retorno senão não funcionaria. E aí eu comecei a parar um tempo da semana, além do tempo dos encontros, para refletir sobre questões abordadas no Círculo. E consequentemente outras questões que foram vindo à tona porque eu estava olhando para mim. Eu acho que a grande diferença foi ter esse tempo que eu consegui dedicar a mim.

COMO O CÍRCULO FEMININO IMPACTOU A SUA VIDA?

Muitas coisas, porque quando você começa esse processo de autoanálise não tem volta, né. Então vai mexendo em um monte de coisa e aí abriram várias portas. Ainda tem muita coisa que eu preciso resolver, muita coisa que eu preciso pensar de uma vida inteira, né, porque você vai analisando cada período da sua vida e uma hora você tem que dar conta e abraçar tudo isso. Então, talvez eu só entenda como eu estou agora daqui a um tempo, porque eu ainda estou em processo. Eu acho que o Círculo abre, né. E aí, a partir disso, você vai ter que desenvolver muitas coisas.

A SUA PARTICIPAÇÃO IMPACTOU A VIDA DAS PESSOAS AO SEU REDOR?

Eu acho que de todas as pessoas, quem mais notou essa diferença foi minha mãe, que não está presente [a mãe dela mora em outra Estado], mas que comentou que eu estou mais presente com ela. É o processo de eu sair de casa para poder entender minha relação com ela, e foi algo que foi se digerindo ao longo desse semestre e ela notou. Ela falou que estava fazendo bem. Eu não comentei muito com ela sobre o que eu estava fazendo. Mas ela comentou que estava me fazendo bem o que eu tivesse fazendo aqui em São Paulo.

EM UMA FRASE, QUAL FOI A SUA TRANSFORMAÇÃO NO CÍRCULO FEMININO?

Olhar para mim. Eu aprendi a olhar para mim, acho que essa é a frase.

EM UMA PALAVRA, DESCOBERTA É… Autoentendimento.

EM UMA PALAVRA, EMOÇÃO É… Aprender a se abrir.

EM UMA PALAVRA, AMOR É… Troca.

EM UMA PALAVRA, MÃE É… Cuidado.

EM UMA PALAVRA, VOCÊ É… Muitas pessoas.

EM UMA PALAVRA, CÍRCULO FEMININO É… União.

COMO ERA A SUA VIDA (E COMO ERA VOCÊ) ANTES DO CÍRCULO FEMININO?

A grande diferença é que eu sentia medo ou vergonha de ser mulher. Hoje sinto que a minha força vem exatamente do fato de eu ser mulher.

COMO A PARTICIPAÇÃO NO CÍRCULO FEMININO IMPACTOU SUA VIDA?

Convivo com homens desde a faculdade. Então estar num grupo só de mulheres, cada uma com seus problemas, e discutindo esses problemas abertamente me fez sentir que eu não estava sozinha como pensava, mas que as minhas dificuldades são as mesmas de muitas mulheres. e ouvi-las, me ajudou a ouvir a mim mesma e encontrar novas soluções.

O QUE É DIFERENTE AGORA?

A vida ficou mais fácil e mais bonita. Incorporei flores na minha casa… Isso traz beleza e suavidade aos meus dias. Uso muito mais saias e vestidos, principalmente longos…

A SUA PARTICIPAÇÃO NO CÍRCULO FEMININO IMPACTOU A VIDA DAS PESSOAS AO REDOR DE VOCÊ? (TEVE ALGUM COMENTÁRIO OU REAÇÃO ESPECÍFICA?)

Sim, criei um grupo de mulheres do meu trabalho no zap. Somos em 5 num grupo de 25. Por isso sinto que estamos nos aproximando mais.
Minha relação com minha mãe também melhorou.

EM UMA FRASE, QUAL FOI A SUA TRANSFORMAÇÃO COM A PARTICIPAÇÃO NO CÍRCULO FEMININO?

Descobri que existe uma mulher linda e forte dentro de mim.

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